Intolerância ao glúten, sera?

Seguidamente eu escuto: ah! eu tenho “só intolerância ao glúten”, não é tão sério quanto a doença celíaca, não preciso cuidar da contaminação cruzada.

Ou pior, eu como sempre um pouquinho de glúten, para eu não ficar “mais intolerante”.

Vamos entender porque essas informações são erradas?

Primeiro, o que é intolerância ao glúten? Bem, segundo o Consenso de Oslo, onde médicos se reuniram para definir e caracterizar as desordens relacionadas ao glúten, intolerância ao glúten é algo inexistente, já que a classificação aborda: doença celíaca, ataxia cerebelar, dermatite herpetiforme, alergia ao trigo e sensibilidade ao glúten não celíaca.

Segundo, intolerância é um termo utilizado para a dificuldade de digestão do carboidrato/açúcar, como ocorre na intolerância à lactose, onde se tem falta ou deficiência de enzima.

Além disso, o glúten é uma proteína, que é quebrada em aminoácidos, através de um processo conhecido por hidrólise (utiliza-se a água para isso) das ligações peptídicas. Algumas enzimas estão envolvidas no processo, mas já está mais do que comprovado por estudos científicos que não há falta das enzimas para atuar no processo em celíacos.

Antigamente, os médicos falavam em intolerância ao glúten, quando queriam se referir à doença celíaca. Hoje, eles se referem à Sensibilidade ao Glúten Não Celíaca (SGNC), como sendo intolerância.

Mas, a nomenclatura está errada e desatualizada, levando muitos SGNC a acreditarem que “um pouquinho só não faz mal”, que podem “comer de vez em quando ou ainda “que não devem parar de comer para não ficarem mais intolerantes”.

Veja, se você tem uma desordem relacionada ao glúten, seja qual nome você dá a ela, você precisa fazer uma dieta sem o inimigo, bem como se livrar da contaminação. Essa é a única maneira segura de se manter saudável.

você teve esse diagnóstico? conta aqui pra gente..

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