Mito 1 – Somente crianças podem ser diagnosticadas celíacas

Hoje vamos começar uma série de postagens sobre MITOS que envolvem a doença celíaca. Precisamos desmistificar a doença para conseguirmos diagnósticos corretos.

E o primeiro mito está relacionado à idade em que se pode diagnosticar a doença celíaca. Muitos médicos afirmam que trata-se de uma doença infantil, não sendo possível o diagnóstico em adultos.

Mas, precisamos ter alguns fatores em mente:

  • O diagnóstico da doença celíaca é extremamente difícil e, por muitas vezes os sintomas começam na idade infantil, mas o diagnóstico só vem na idade adulta.
  • Muitas vezes, os sintomas somente aparecem na idade adulta e, por outras vezes, nem sintomas a pessoa apresenta, sendo diagnosticada em exames de rotina, já na idade adulta.

Um estudo publicado no Jornal de Pediatria, apresenta os seguintes dados com relação à idade de diagnóstico:

“Na amostra estudada, a maioria dos pacientes (58,5%; 169/289) foi diagnosticada antes dos 4 anos de idade, e a menor idade foi 8 meses. A Figura 1 apresenta a porcentagem de pacientes de acordo com a idade no momento do diagnóstico. A idade de diagnóstico foi igual ou inferior a 2 anos (precoce) em 116 (40,1%) pacientes: 8 (2,8%) pacientes foram diagnosticados antes dos 9 meses de idade, 16 (5,6%) pacientes entre 10 e 12 meses de idade, 27 (9,3%) pacientes entre 13 e 15 meses de idade, 30 (10,3%) pacientes entre 16 e 18 meses de idade, 35 (12,1%) pacientes entre 19 e 24 meses de idade. O diagnóstico foi estabelecido após os 2 anos de idade (tardia) em 150 (51,9%) pacientes”.

É comum o diagnóstico em crianças, mas não apenas na infância é possível o diagnóstico. No estudo acima referido, cerca de 50% dos envolvidos foram diagnosticados após os 2 anos de idade.

Logo, é possível desenvolver a doença celíaca em qualquer idade, inclusive na terceira idade.

Aqui, temos o exemplo do Fabrício, que foi diagnosticado aos 32 anos de idade, sem sintomas clássicos, o diagnóstico foi um quebra cabeça, já falamos sobre isso aqui e aqui.

Fontes: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0021-75572001000200014&script=sci_arttext&tlng=pt#tab01

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